No período primitivo a educação formal não estava presente na forma de escolas como hoje podemos observar em nossa sociedade, mas mesmo assim era a partir dela que muitos chefes de família e sacerdotes passavam as crianças o aprendizado sobre seu ambiente físico e social, através da aquisição das experiências. Com o surgimento da escrita o aprendizado ficou restrito a algumas classes dominantes que dispunham de escolas fechadas. No entanto, foi somente no século V a. C. que a educação passa a ser entendida como uma formação intelectual e social, através de um modelo ideal de educação grega, que aparece como Paidéia¹, que tem como objetivo geral construir o ser humano como homem e também como cidadão. Já no período helenístico a Paidéia pode ser compreendida como uma orientação de vida, ou seja, apresentava-se como um conjunto de orientações seguras, que indicavam o caminho da felicidade. Os “novos” educadores, além de ensinar o homem a especular em torno da verdade, buscavam enfatizar que era preciso aprender a viver de forma virtuosa. A vivência das virtudes era a garantia de uma vida feliz, por isso, a transmissão e a prática dos valores tornou-se o conteúdo primordial das escolas nesse período.
Contudo a educação não é um fenômeno neutro, mas sofre os efeitos da ideologia, por estar de fato envolvida na política.
No entanto, a escola hoje perde cada dia mais o seu potencial social, encerrada entre quatro paredes desvincula totalmente o fator comunicativo que deveria abranger. Mas que ainda com todas as deficiências físicas e pedagógicas, reflexo do abandono a que foi submetido o ensino público no Brasil, as escolas possuem possibilidades infinitas de se transformarem em locais de mudanças e pólos de irradiação de ações coletivas e transformadoras. Devido a sua potencialidade em fluxos, encontros e palco da vida social local.
1- Paidéia – Para os gregos era o único bem transmitido para a vida toda, uma educação que abrangesse questões formais, como a gramática, ginástica e aritimétrica, mas que também tratasse questões voltada a vida cotidiana, a vida política e social.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Intenções projetuais
Portanto, a necessidade de um objeto que atenda tanto este bairro, como os vizinhos, servindo assim como centro de dissipação de cultura e cidadania é evidente.Com base nas leituras,conceitos e políticas educacionais, trago como proposta de Pré-TGI, o espaço CRIARTE, que tem como papel um lugar voltado a uma formação complementar à oferecida pelas escolas, atendendo o que Anísio Teixeira chamava de “escola-parque”, como uma formação educacional voltada a artes, cultura, auxílio
a “escola-classe”, sem esquecer de atender o ponto
chave de uma criança ou adolescente, a família.
Para tanto, acho necessário um programa que atenda desde uma criança, que busca um lugar para brincar a até uma mulher grávida, desprovida de informações, e pais sem qualificação profissional. Agindo desta forma diretamente no problema da sociedade brasileira.
Referências
fonte: criando paisagens - Abbud
fonte: criando paisagens - Abbud
No entanto, pretendo que este equipamento sirva a comunidade como um todo, e que seja além de um lugar de convivência e troca de experiências, um marco na paisagem e objeto de referência e uso para os demais bairros vizinhos.
Além de uma materialidade marcante e diferente da existente na paisagem, pretendo trabalhar com elementos construtivos de rápida execução, como concreto pré-moldado e peças metálicas, fazendo com que a obra seja rápida e econômica, possibilitando que o projeto seja utilizado em outros bairros, conforme topografia e implantação.
A necessidade do edifício interagir com o seu exterior é fato, já que o terreno possui grandes valores paisagísticos, como a nascente e a APP’s, que serão ampliados e valorizados por meio da implantação do projeto.
Além de uma materialidade marcante e diferente da existente na paisagem, pretendo trabalhar com elementos construtivos de rápida execução, como concreto pré-moldado e peças metálicas, fazendo com que a obra seja rápida e econômica, possibilitando que o projeto seja utilizado em outros bairros, conforme topografia e implantação.
A necessidade do edifício interagir com o seu exterior é fato, já que o terreno possui grandes valores paisagísticos, como a nascente e a APP’s, que serão ampliados e valorizados por meio da implantação do projeto.
Outra das intenções projetuais é tirar proveito da topografia existente, que cai cerca de 17 m, além de permitir uma visibilidade da cota da calçada para o terreno como um todo, fortalecendo o desejo de ser um edifício para a população, onde todos permeiam e visualizam o que acontece no espaço CRIARTE.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A cidade de São Carlos - SP
A Cidade de São Carlos possui 212.956 habitantes (SEADE, 2007), e configura-se como um município de porte médio não-metropolitano, considerado um centro regional importante no interior paulista, é uma cidade que vem passando por constantes mudanças. Limita-se ao norte com os municípios de Rincão, Luís Antônio e Santa Lúcia; ao Sul com Ribeirão Bonito, Brotas e Itirapina; a Oeste com Ibaté, Araraquara e Américo Brasiliense e a Leste com Descalvado e Analândia.

Para a implantação desse projeto escolhi um terreno na periferia da cidade de São Carlos, no Parque do Douradinho que possui características também buscadas pelos projetos do CEU e FDE, como barreiras físicas, sociais, além de estar em área periférica da cidade.
No entanto, a cidade possui uma demanda por equipamentos culturais em suas periferias, que normalmente localiza-se em áreas com barreiras físicas e/ou sociais. Devido as suas características geográficas, como a presenças de muitos córregos, nascentes e rios, uma topografia acidentada, ou mesmo a travessia de rodovias que permeiam a cidade.

Por isso, a cidade disponibiliza vários programas que atendem esses bairros mês a mês, levando espetáculos, oficinas cultura, lazer, educação, palestras, saúde, cidadania; possibilitando o acesso a linguagem das artes, dança, cinema e música.
Esses programas tentam atender a demanda de crianças e jovens que estudam em um período do dia e no outro ficam obsoletos, problema que seria resolvido segundo Teixeira, com a presença de um equipamento “Escola-parque”.

Com base no gráfico abaixo podemos observar que a maior parte da população do município está entre os 10 a 29 anos.
E é a partir desses dados, e com base nos conceitos de Anísio Teixeira que proponho o ESPAÇO CRIARTE, como forma de formalizar esses programas oferecidos pela cidade, e suprir a carência de equipamentos educacional/cultural da cidade, voltados a essa faixa etária principalmente.

Para a implantação desse projeto escolhi um terreno na periferia da cidade de São Carlos, no Parque do Douradinho que possui características também buscadas pelos projetos do CEU e FDE, como barreiras físicas, sociais, além de estar em área periférica da cidade.

O terreno é o único terreno de uso institucional do bairro, que está situado na zona de ocupação condicionada e de recuperação, isso devido as fragilidades sociais e ambientais presente na área, como a presença de nascentes, córregos e um grande adensamento populacional.
Ele faz fronteira com a área rural da cidade, e por isso podemos observar uma vasta vegetação natural, além de uma nascente em situação de erosão, devido a falta de drenagem de águas pluviais do bairro.

O bairro que foi aprovado em agosto de 2000, nasceu de terras que antes pertenciam as fazendas Santa Joana e Cano D’agua. O proprietário Drº Antônio de Vasconcelos, que até então utilizava a área para uma plantação de Pinus, resolveu através de suas empresas Araguaia ( Pavimentação e terraplenagem) e a Douradihno Empresas lotear a área.

A princípio, os lotes eram financiados com boa parte da infra-estrutura necessária, mas segundo Nilton Domingues, corretor de imóveis do Douradinho, a grande procura fez com que lotes vazios fossem vendidos.
O que hoje gera um padrão de acabamentos diversificados nas edificações, além de um grande adensamento, como pude observar nas leituras realizadas no local.
E a notável falta de equipamentos culturais, educacionais e de lazer na região, que não difere da situação dos bairros vizinhos.

Levantamento fotográfico da área de implantação do projeto, que já sugere algumas diretrizes, como a recuperação da nascente, a proposta de um campo de futebol, além de uma pista de caminhada.


Para a implantação desse projeto escolhi um terreno na periferia da cidade de São Carlos, no Parque do Douradinho que possui características também buscadas pelos projetos do CEU e FDE, como barreiras físicas, sociais, além de estar em área periférica da cidade.
No entanto, a cidade possui uma demanda por equipamentos culturais em suas periferias, que normalmente localiza-se em áreas com barreiras físicas e/ou sociais. Devido as suas características geográficas, como a presenças de muitos córregos, nascentes e rios, uma topografia acidentada, ou mesmo a travessia de rodovias que permeiam a cidade.

Por isso, a cidade disponibiliza vários programas que atendem esses bairros mês a mês, levando espetáculos, oficinas cultura, lazer, educação, palestras, saúde, cidadania; possibilitando o acesso a linguagem das artes, dança, cinema e música.
Esses programas tentam atender a demanda de crianças e jovens que estudam em um período do dia e no outro ficam obsoletos, problema que seria resolvido segundo Teixeira, com a presença de um equipamento “Escola-parque”.

Com base no gráfico abaixo podemos observar que a maior parte da população do município está entre os 10 a 29 anos.
E é a partir desses dados, e com base nos conceitos de Anísio Teixeira que proponho o ESPAÇO CRIARTE, como forma de formalizar esses programas oferecidos pela cidade, e suprir a carência de equipamentos educacional/cultural da cidade, voltados a essa faixa etária principalmente.

Para a implantação desse projeto escolhi um terreno na periferia da cidade de São Carlos, no Parque do Douradinho que possui características também buscadas pelos projetos do CEU e FDE, como barreiras físicas, sociais, além de estar em área periférica da cidade.

O terreno é o único terreno de uso institucional do bairro, que está situado na zona de ocupação condicionada e de recuperação, isso devido as fragilidades sociais e ambientais presente na área, como a presença de nascentes, córregos e um grande adensamento populacional.
Ele faz fronteira com a área rural da cidade, e por isso podemos observar uma vasta vegetação natural, além de uma nascente em situação de erosão, devido a falta de drenagem de águas pluviais do bairro.

O bairro que foi aprovado em agosto de 2000, nasceu de terras que antes pertenciam as fazendas Santa Joana e Cano D’agua. O proprietário Drº Antônio de Vasconcelos, que até então utilizava a área para uma plantação de Pinus, resolveu através de suas empresas Araguaia ( Pavimentação e terraplenagem) e a Douradihno Empresas lotear a área.

A princípio, os lotes eram financiados com boa parte da infra-estrutura necessária, mas segundo Nilton Domingues, corretor de imóveis do Douradinho, a grande procura fez com que lotes vazios fossem vendidos.
O que hoje gera um padrão de acabamentos diversificados nas edificações, além de um grande adensamento, como pude observar nas leituras realizadas no local.
E a notável falta de equipamentos culturais, educacionais e de lazer na região, que não difere da situação dos bairros vizinhos.

Levantamento fotográfico da área de implantação do projeto, que já sugere algumas diretrizes, como a recuperação da nascente, a proposta de um campo de futebol, além de uma pista de caminhada.

quinta-feira, 15 de abril de 2010
Leitura de projeto - SABINA
A escola Parque Arte e Ciência – Sabina, é um projeto que nasceu de uma iniciativa da Prefeitura Municipal da cidade de Santo André – SP, que pretendia criar uma escola de rede pública associada a outras atividades culturais abertas a população. Por isso, em 2003, sob o comando do arquiteto Paulo Mendes da Rocha e com colaboração do escritório MMBB, o projeto ganhou forma e novos parâmetros , como um programa mais denso, como áreas para exposições de artes e eventos diversos e um anfiteatro.

Sua forma pura, semi-enterrado, com 180m de extensão, abriga um programa de oficinas, experimentos, exposições, lanchonete e áreas de convivência. Seus grandes vãos proporcionados por sua estrutura metálica e suas vigas calhas em concreto armado, gerando assim um espaço amplo e independente do fechamento.
Essa solução transmite a idéia de uma pedra flutuante sobre o parque verde, além de aproveitar as grandes dimensões para criar áreas fluídas.

O acesso ao bloco acontece por meio de uma discreta e estreita rampa localizada no meio do estacionamento, que conduz ao nível inferior, onde temos a maior parte dos serviços oferecidos, como salas de aulas, oficinas, cantina e outros.
Através de outras duas rampas no interior do bloco, chegamos no nível superior, onde estão localizadas as áreas de exposições dispostas entre dois mezaninos, o que cria uma permeabilidade entre os dois espaços, além de contribuir para uma melhor iluminação e ventilação.





Sua forma pura, semi-enterrado, com 180m de extensão, abriga um programa de oficinas, experimentos, exposições, lanchonete e áreas de convivência. Seus grandes vãos proporcionados por sua estrutura metálica e suas vigas calhas em concreto armado, gerando assim um espaço amplo e independente do fechamento.
Essa solução transmite a idéia de uma pedra flutuante sobre o parque verde, além de aproveitar as grandes dimensões para criar áreas fluídas.

O acesso ao bloco acontece por meio de uma discreta e estreita rampa localizada no meio do estacionamento, que conduz ao nível inferior, onde temos a maior parte dos serviços oferecidos, como salas de aulas, oficinas, cantina e outros.
Através de outras duas rampas no interior do bloco, chegamos no nível superior, onde estão localizadas as áreas de exposições dispostas entre dois mezaninos, o que cria uma permeabilidade entre os dois espaços, além de contribuir para uma melhor iluminação e ventilação.




terça-feira, 6 de abril de 2010
ECA
O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – estabelece que:
“ A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana sem prejuízo da proteção integral, de que trata esta lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e dignidade.”
Leitura de projeto - FDE
Localizado na vila dos comerciários, em Franco da Rocha, cidade da região metropolitana de São Paulo, a escola FDE¹ – Vila dos Comerciários, leva a população não só um equipamento urbano, mas também educação, cultura e lazer a um lugar desprovido de tais atividades.Sua inserção no meio urbano é marcante, não e só por sua formas puras, mas também por suas cores e gabarito maior que os demais no seu entorno.
Assim como os CEUs, as escolas propostas pelo FDE são implantadas em regiões com baixo nível sócio-econômico, e também encaram a escola como um ponto focal para o bairro.
Apesar das escolas da FDE partilharem de alguns conceitos recorrentes nos CEUs, elas não trazem a questão da “escola-parque” evidente em seu programa.Durante a semana ela atende somente as necessidades educacionais, e somente aos finais de semana é aberta a comunidade, servindo como área de convívio, lazer e cultura.
No entanto, a necessidade de se reproduzir também faz com que a escolha do método construtivo seja de fácil manuseio e de agilidade pra se construir.
Por isso o uso de vigas e pilares de concreto pré-moldado e uma cobertura metálica em forma de arco.
Além de elementos modernistas como brises verticais metálicos e cobogós que auxiliam em um melhor conforto térmico dentro das salas de aula, que já na fachada oeste estes foram suprimidos devido ao recuo das salas em relação a projeção da cobertura.


O Térreo do edifício é ocupado pelas salas de coordenação, cozinha, refeitório, pátio coberto e um área verde.
Já os dois andares acima abrigam as salas de aula, enquanto que a quadra poliesportiva fica no último pavimento, diferente do CEU Jambeiro que propõe sua quadra em blocos distintos.
No entanto, a circulação vertical lateral permite o acesso direto a quadra.
Suas formas puras, racionalizadas, setorizadas permite uma estrutura independente do fechamento, além de agilidade nas obras.

1- Fundação para o desenvolvimento da Educação, criado em 1987, para viabilizar a execução das políticas educacionais.
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